Exposição Prolongada à Ficção Científica  

   um blog de Luís Filipe Silva


16 Maio 2007

UMA PROPOSTA POLÍTICA DIFERENTE merece ser divulgada. Talvez se esta campanha belga tiver sucesso outros países imitem... (ao menos punha um sorriso na boca deste nosso triste povo).

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07 Maio 2007

É UMA HONRA ter um conto publicado numa revista electrónica de prestígio como a Axxón. Em particular, o subtil «Apêndice para Obra Desconhecida», inspirado num formato Ballardiano (as condensed novels deste autor sempre me fascinaram enquanto exercício de escrita). Pela primeira vez, também, vejo publicado formalmente (ou seja, não contando com a presença no meu blog Caderno de Contos) um conto meu numa edição em língua não portuguesa antes da publicação numa portuguesa (embora esta talvez não tarde...). A ler aqui em castelhano, e aqui em português. Com um pouco de sorte, talvez o inglês venha a ser a próxima...

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06 Maio 2007

A VERSÃO CONDENSADA do grande clássico 2001: Uma Odisséia no Espaço. Se ainda não viu, não se preocupe, não vai perceber mais aqui do que não perceberia com o filme original (e perde menos tempo).

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05 Maio 2007

A ETIQUETA PERFEITA para uma nave interestelar...

(My Elves Are Different, de Steve Wilson)

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FICÇÃO NUM GUARDANAPO. Foi um projecto da Esquire. O gosto das palavras nos lábios limpar a boca e ficam frases sons no papel. Imaginário óbvio? Não entremos em domínios escatológicos, por favor...

(Os contos não estão na revista - a capa está só aqui por causa da Halle Berry...)

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DESTAQUE PELA SURPREENDENTE SENSATEZ literária da autora do artigo (é raro que personalidades do nosso meio se refiram à FC com tanta clareza), sem quaisquer considerações acerca do tema do artigo ou dos argumentos apresentados (já temos blogues políticos em demasia); o negrito é meu:

(...) É possível que quem me leia esteja a pensar que estou a descrever um mau enredo de ficção científica. Não é assim. A ficção científica, mesmo a de má qualidade, é sempre uma projecção do possível, sendo que nem sempre o possível é desejável. E a ciência sabe que não compensa relativizar valores éticos permanentes em nome de razões puramente utilitaristas que, aliás, o próprio progresso na sua dinâmica acaba por resolver. (...)

No Diário de Notícias.

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24 Abril 2007

APENAS UMA MENÇÃO NÃO CRÍTICA, mas que teve o seu impacto (vários foram os amigos que me telefonaram a dar os parabéns), no programa Com os Livros em Volta, da TSF.

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TUDO COMEÇOU COM UM MANIFESTO DE OPINIÃO do actual vice-presidente da SFWA (Associação dos Escritores de FC Americanos), Howard V. Hendrix, na qual chamava de fura-greves («scabs») os autores que começavam a disponibilizar gratuitamente na internet partes das suas obras, ou mesmo obras completas, comprometendo a acção dos restantes que tentavam obter maiores e melhores direitos de autor junto das casas editoriais. Infelizmente misturado com um pendor a tender para o tecnófobo, o manifesto, ou melhor dizendo, o desabafo, concluia a argumentação com estas frases que despoletaram a polémica (vale a pena seguirem os links propostos, desta vez):

I'm also opposed to the increasing presence in our organization of webscabs, who post their creations on the net for free. A scab is someone who works for less than union wages or on non-union terms; more broadly, a scab is someone who feathers his own nest and advances his own career by undercutting the efforts of his fellow workers to gain better pay and working conditions for all. Webscabs claim they're just posting their books for free in an attempt to market and publicize them, but to my mind they're undercutting those of us who aren't giving it away for free and are trying to get publishers to pay a better wage for our hard work.

Estaria correcto? A presença de trabalhos online propencia à não compra por parte dos leitores e por consequência à diminuição dos lucros dos autores? O debate foi acérbico (recomendo a argumentação calma e racional de Bacigalupi), mas o aspecto mais positivo terá sido a declaração do International Pixel-Stained Technopeasant Day (adaptação muito livre: Dia Internacional do Tecno-Parolo Que Faz Umas Coisas na Net) pela Jo Walton, no qual, coincidindo com o dia mundial do livro, se convidava os autores a colocarem ainda mais material disponível nos seus websites com acesso gratuito.

A adesão foi imediata e universal (embora quase exclusivamente por parte de autores praticamente desconhecidos ou que já tivessem uma forte presença na internet; ou seja, a nova geração; verifiquem a nítida ausência de Dan Simmons, Silverberg, Le Guin, Gene Wolfe, entre tantos outros, e a discretíssima ausência de menção formal na revista Locus), e o resultado pode ser apreciado nesta e nesta compilações. O debate entre os principais contribuidores, Stross, Scalzi e Buckell, pode ser escutado aqui.

Para mim, a melhor lista continua a ser a dos Nomeados para o Prémio Hugo, dos quais foi também disponibilizado gratuitamente o romance Eifelheim, de Michael F. Flynn (muito discretamente, a par do também excelente Blindsight de Peter Watts).

Ah, então, e os portugueses? E a minha opinião sobre o assunto? Isso, meus caros, são cenas do próximo episódio...

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19 Abril 2007

UMA VISITA BREVE A UMA EXPOSIÇÃO virtual da Universidade de Delaware. A propósito, alguém adivinha onde se podia encontrar a seguinte revista? Na mão enluvada de quem?... (pista: está aqui no menu da direita.)

An image of Amazing Stories.

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