Exposição Prolongada à Ficção Científica  

   um blog de Luís Filipe Silva


15 Maio 2008

SI A EVLUÇÃO DECORRES por vio de alterazões inexperadgas no cógido gepético, prodozondo una vareadadi di serez com diferrents capaxiddes de adatapção ao maio ambionte, dus cuais só u maiz capasse sobrvive, porke tratare a linguaxem de furma difrante? Para que preocupassãos kom akordus artogróficos, come si foxxe pussibivel ficsar no temp i no espaç a dinômica da lingooaxe? Venhão antes us errs ortogróficus, as palarvas mal dotas, as encorrexões de escriba... e tal komo no veidio a xeggir, ixperar ke naçsa una noiva forgma de falare.

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12 Maio 2008

LIVROS À MEDIDA? A ideia é um pouco mais sofisticada: soluções à medida para a indústria do livro. A aposta inovadora dos Booktailors (no meu humilde entendimento) pretende assim trazer conhecimento especializado e abordagens diferenciadoras por uma equipa de especialistas, ajudando o editor a desempenhar a sua actividade e disponibilizando-lhe a informação necessária para tomar decisões de negócio fundamentadas. Serão nesse sentido dos poucos consultores profissionais da indústria do livro a actuar junto das nossas editoras, com conhecimento do mercado, e, factor essencial, gosto pela literatura. Foi com satisfação que vi a empresa surgir, pois a mera existência e viabilidade deste modelo de negócio é um dos indícios mais importantes da profissionalização do sector editorial português. A equipa mantém um blogue interessantíssimo, capaz de suscitar comentários e participação. Por algum motivo (decerto insanidade...), consideraram um dos meus comentários de qualidade suficiente para ser transposto para a página principal, honra que agradeço imensamente. É uma das minhas chamadas de atenção para os modelos de divulgação por internet que se encontram a ser utilizados pelos nossos compadres editoriais norte-americanos, sempre atentos à melhor forma de aproveitar meios de comunicação baratos ao nosso dispor. Algo que abra um pouco mais a porta das nossas mentalidades ainda demasiado empoeiradas e tacanhas.

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11 Maio 2008

E NÃO SE TRATA PROPRIAMENTE DE SINCRONICIDADE (ver post anterior), porque, enquanto grande defensor da liberdade da informação e da disseminação de ideias, Cory acabou de disponibilizar, outra vez gratuitamente, o conteúdo integral do seu romance juvenil Little Brother, um apelo ao individualismo e à liberdade de movimentação aos jovens numa sociedade tecnocontrolada. A mensagem é importante, e embora não tenha ainda tido oportunidade de apreciar a obra, é imprescindível comece a surgir numa fase em que a tecnologia de vigilância não seja ainda ubíqua. Encontramo-nos todos embevecidos com o deslumbramento da internet, que nos esquecemos (e as gerações mais velhas são particularmente culpáveis) de que, há apenas vinte anos, a maioria da informação hoje disponível em poucos segundos só conseguiria ser obtida pelo acesso, por vezes complicado, a enciclopédias e manuais de referência e bibliotecas, e que poucas décadas antes as pessoas incorriam em risco físico se proferissem ideias que não agradavam ao regime de então. A natureza humana não mudará tão facilmente, no sentido de quem estiver no poder não estar na disposição de cedê-lo sem luta. Se dantes era possível trocar palavras de revolta numa esquina, num bar, na privacidade do lar, era por não existirem microfones nem telemóveis nem câmaras dissimuladas nem sistemas de interpretação automática de contextos. Será cada vez mais difícil, a partir de agora. Com uma enorme economia de mão-de-obra, apenas com um conjunto de processadores ligados em rede e muita memória (uma arquitectura técnica cada vez mais barata e conveniente), a hipervigilância não só é uma realidade possível como começa a concretizar-se dissimuladamente em tudo o que nos rodeia - não apenas na consciência dos cartões electrónicos de identidade e de pagamento/crédito, como nos dispositivos identificadores imbutidos nas nossas roupas (os RFID), elaborados com o objectivo de controlar processos de fabrico ao pormenor mas que ultimamente poderão servir os propósitos de governos demasiado ansiosos. Lembrem-se: num regime tecnofascista ninguém vos ouvirá gritar.

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30 Abril 2008

SINTAM-SE VINDICADAS, miúdas de 16 anos, pois o John Scalzi, que acaba de publicar um livro no qual uma protagonista tem a vossa idade, compreende que não é fácil compreender-vos. Mas isso decerto vocês já desconfiavam. Como afirmava uma das Virgens Suicidas ao médico, «o doutor sabe lá o que díficil que é ser rapariga e ter 13 anos» (citado de memória). Scalzi é um paz-de-alma do mundo online, que escreve ficção científica igualmente paz-de-alma com toques de humor. Nada de mal nisso. Doctorrow é um testa-de-ferro de uma corrente de opiniões que defende que a informação deve ser livre e que não devem existir sistemas de protecção de conteúdos, o que não o torna do agrado das corporações mediáticas (nem, a bem ver, da maioria dos autores com algum nome). Publicou um livro para adolescentes sobre o perigo eminente dos sistemas ubíquos de vigilância estatal e como conseguir subvertê-los recorrendo a meios técnicos ao dispor (num dos capítulos, o jovem protagonista utiliza uma X-box hackada para estes fins). Não tanto romance como panfleto de atitudes liberais que possivelmente nos transmite alguns bons conselhos. O vídeo serve também como exemplo de uma forma de auto-promoção que não se leva muito a sério (e logo incentiva a ser usada como marketing viral, como este próprio post comprova...)

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28 Abril 2008

EXISTEM AUTORES EUROPEUS? Decerto que existem autores nascidos na Europa, ou num território que se convencionou assim designar, desde os antigos gregos por via da mitologia fenícia, mau-grado as variações geo-políticas da questão ao longo dos tempos. Decerto que existirão movimentos artísticos ou abordagens comuns a eras e línguas, tão-somente porque o substrato da literatura é a palavra escrita. Contudo, em primeira análise, e enquanto autor nascido num canto remoto dessa tal designação, entendo que a diferenciação do conjunto se esbate quando visto em pormenor, não passa de ilusão, alimento da nossa necessidade primitiva de formar padrões e criar modelos de representação do real, mesmo a partir de simples traços. Para os norte-americanos, é todavia um conceito que se vende. A Europa é mais permissiva sexualmente - prova de que não vivem num vilarejo do interior de qualquer dos países deste Ocidente; a Europa é mais arrojada e artisticamente complexa - uma percepção enganadora emanada pela Nouvelle Vague de outrora como prova de que não reconhecem o quanto estamos mais próximos das tendências de fora que das do passado; a Europa da multiplicidade de línguas - como se no território do outro lado do oceano a língua franca não estivesse em concorrência permanente com as falas imigrantes. E contudo, se existe uma forma como o conceito Europa faz sentido em termos americanos é na promoção comercial e no empreendorismo corporativo. Se para um europeu faria pouco sentido apresentarem-lhe autores e contos representantes dos cinquenta e dois estados da União, para um norte-americano a ideia desta Comunidade como manta de retalhos cujas cores convivem ainda em situação conflituosa é demasiado apelativa para que não fiquem fascinados por ideias como a recente Gala Europeia da Sociedade Norte-Americana de Autores de Ficção Científica, talvez um dos piores títulos possíveis para uma antologia que meramente pretende apresentar exemplos de contos da ficção científica de alguns países da Europa (entre os quais Portugal, com a honrosa participação do João Barreiros e tradução do Luís Rodrigues). A divisão geográfica é o mais fácil dos critérios de selecção, embora neste caso represente fortuitamente quase na totalidade uma divisão linguística, e aquele mais imediatamente defensável para os organizadores, os editores e os compradores. De fora, fica-se com a ideia de um território único e unido por uma identidade comum, que o conteúdo não revela. Nós, que vivemos na floresta, sabemos que, tal como no outro lado do mundo, há ficção científica e há fantasia, há autores consagrados e há autores novos - mas acima de tudo, não há autores europeus, porque não existe nem uma língua europeia nem uma política de tradução mandatória entre os Estados-Membros. O principal objectivo da antologia fica assim comprometido, e resta-lhe ser apreciada por aquilo que verdadeiramente é, uma antologia de bons contos com bons autores aos quais foi oferecida a oportunidade de serem publicados em inglês e lidos pelo mundo. A entrevista que se segue foi feita por Jeff VanderMeer ao casal de editores - James e Kathrine Morrow - que tiveram a presente ideia no decurso das suas visitas frequentes ao festival anual de fantástico em Nantes.

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19 Abril 2008

COVER PORN. Um romance steampunk a sair no final do ano. Uma capa que inspira aventuras de odaliscas e cimitarras, palácios de sultões e tesouros enterrados, provações no deserto e a Legião Estrangeira. Não se esqueceram que continuamos a aguardar pelos vossos contos de Pulp Fiction?

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