Organizador de Pulp Fiction à Portuguesa, antologia de contos inéditos em língua portuguesa subordinada ao tema de pulp fiction. A publicar em 2009 pela Saída de Emergência.
O prazo de submissão decorrerá até 31 de Novembro. Consulte o regulamento.
Membro do júri do Prémio Bang! de Literatura Fantástica promovido pela Saída de Emergência. O prazo de submissão já terminou. Para mais informações consulte o site da editora.
Romance: terceira parte do tríptico A Bondade dos Estranhos, da editora Chimpanzé Intelectual, no qual colaboram João Barreiros e João Seixas. Data prevista: 2009
Tradução: Jack Faust de Michael Swanwick, para a Saída de Emergência.
Uma Modesta Antologia que Passou Despercebida teve no entanto direito a crítica por parte de Jonathan Cowie, que lutou contra a adversidade das traduções e escreveu um resumo conciso do conteúdo desta amostragem de FC europeia. Fala-se muito da antologia do Jim Morrow, que apresentou autores europeus de língua não inglesa ao mercado norte-americano. Embora um excelente e inovador projecto, cheio de seus riscos e dificuldades, é também uma bofetada na cara dos europeus, que não parecem capazes de se juntar para realizar algo semelhante. Creatures of Glass and Dark foi uma excepção, publicada em 2007 por ocasião da Eurocon em Copenhaga, e na qual participei. Cowie tem isto a assinalar do meu conto:
«Appendix to an Unknown Work by Luis Filipe Silva (Portugal). In the future fragmented records are discovered that suggests a past covert and coordinated attempt to takeover society might have taken place, but then again the 'records' could just be a fictional story? Actually I found this to be a very engaging tale once I had struggled through the translation.»
O que é excelente. Na introdução, Klaus Æ. Mogensen, o editor, refere-se à falta de meios para revisão e tradução profissional para um inglês literário. De facto, quando revi a versão inglesa do conto à luz desta observação estava por demais insuficiente. Que tenha conseguido entusiasmar o leitor, apesar das dificuldades, é uma recompensa acrescida. O conto, de inspiração Ballardiana, saiu em português no NOVA n.º 2, e em espanhol na Axxón.
O Sentido do Olfacto, ou melhor dizendo, o inverso do sentido, pois não posso efectivamente defender que se trate de marketing de bom gosto. Motivado por uma entrada no Bibliotecário de Babel a respeito do acondicionamento do cheiro dos livros em pequenos frascos (e poucos odores serão mais evocativos do que o do livro novo e das tonalidades específicas da tinta e da qualidade do papel - ainda hoje me recordo do prazer com que fazia correr sob as narinas as páginas da edição da Europa-América do Blade Runner), recordei-me prontamente de um bizarro acontecimento relatado pela revista Locus, há bastantes anos, no qual o incendiário de uma livraria teria morrido queimado por virtude de incompetência ao executar a própria sabotagem, ficando o cheiro de carne humana impregnado em alguns exemplares de um romance da Poppy Z Brite - autora que sempre me «cheirou» ser mais parra e pouca uva, escrevendo livros de fantasia gore e dada a sado-masoquismos (por outro lado, poderia ser apenas fachada promocional, cada qual escolhe a sua). Esses exemplares teriam então sido embrulhados em celofane para preservar o «aroma» e vendidos por uma quantia substancial. Uma breve pesquisa no fenomenal google levaram a um comentário no blogue, o qual levou o Zé Mário a destacar em post autónomo, que desde já muito agradeço. Da autora, resta-me dizer que já tive oportunidade - ou melhor, desprazer - de assistir a uma entrevista ao vivo. Aconteceu em Nantes, em 2004, ano em que Brite participou como autora convidada. Naquela forma de ser «estou-aqui-mas-é-como-se-estivesse-ali-para-mim-esta-conversa-leva-a-o-vento» que me enfada encontrar em todas as entrevistas ao Lobo Antunes, mas usando de maior rudeza e de quase desprezo pelo entrevistador, a dita autora ia respondendo enfadada ao fã francês que teve a pouca sorte de conversar com ela em público. Segundo percebi queria apenas conversar sobre os últimos livros, que nada tinham de horror, e esquecer uma fase anterior da vida literária - como se o mercado francês não a conhecesse precisamente dessa forma nem tivesse sido convidada com esse propósito. A meu ver, de evitar.