Exposição Prolongada à Ficção Científica  

   um blog de Luís Filipe Silva


30 Outubro 2008

Num Registo Mais Sério e Tenebroso, Bruce Sterling pronuncia-se sobre a imprensa escrita em formato papel.

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Mau, Muito Mau. Horrivelmente mau. Quase vale a pena inventar frases promocionais mais adequadas...
  • O Dia em Que a Terra Parou... e o seu Cérebro também
  • No espaço ninguém o pode ouvir gritar... «Devolvam-me o dinheiro do bilhete!»
  • Não é apenas o filme que não presta... as pipocas já têm dois dias
  • Podia ser pior... imagine que era você o cabeça de cartaz

Via SfSignal.

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29 Outubro 2008

Acabou de Dar Entrada no Meu Covil, cortesia da Gailivro, um exemplar de um romance extraordinário, da autoria de um dos mais interessantes e inovadores criativos de Ficção Cientifica: Ian McDonald. Britânico radicado em Belfast, a escrita de McDonald representa possivelmente um dos mais perfeitos exemplos do que significa escrever-se neste género: a senda por lugares exóticos distantes do conforto urbano do mundo ocidental; a mistura conflituosa entre tradição e misticismo com modernidade e ciência/tecnologia; uma escrita exigente, flexível, que corresponda às necessidades da obra. Brasil é o seu romance mais recente e também o próximo livro da colecção 1001 Mundos; sobre ele falaremos com maior detalhe quando se encontrar nas bancas, já em inícios do próximo mês. Para já, fica a indicação de que foi um concorrente ao prémio Hugo deste ano e que foi galardoado com o British Science Fiction Association Award. E que caminha para se tornar num clássico de culto. Eis uma apreciação crítica de Adam Roberts, também ele autor de FC. E apresento a capa da edição estrangeira (ainda não tenho imagem da edição portuguesa, mas segue fielmente a original, ostentando o título BRASIL), uma inebriante ilustração de Martiniere recheada de neón. Para já encontra-se no topo da minha lista pessoal das melhores obras lidas este ano.

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28 Outubro 2008

O Não-Book Trailer. Ou trailer de não-book. A verdadeira questão encontra-se na página 42, perdão, na resposta ao sentido da vida, do universo e tudo o resto. Mas qual é a pergunta?

(Via PP)

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27 Outubro 2008

Para Equilibrar as Diferenças face ao outro post, eis agora uma abordagem a partir do outro ponto de vista... obey-your-command...

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Já o Sherlock Holmes Se Preocupava com a insensata disparidade entre disseminação de conhecimento e ausência de memória.

To carry the art [of knowledge] (…) to its highest pitch, it is necessary that the reasoner should be able to utilise all the facts which have come to his knowledge; and this in itself implies, as you will readily see, a possession of all knowledge, which, even in these days of free education and encyclopaedias, is a somewhat rare accomplishment.

The Five Orange Pips (1891)

O que diria então da internet?

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26 Outubro 2008

«Tudo o Que Possa Acontecer, Acontece». Mas como explica Garrett Lisi (brilhantemente descrito como «físico-surfista»), não implica que tudo tenha efectivamente de acontecer. Esta palestra, críptica na sua maioria para alguém que não seja especialista (e eu não passo de um mero espectador distante que em tempos escolheu não se aproximar), apresenta momentos de encantamento, pois permite uma entrada na mente do matemático e do físico como alguém cuja missão na vida é encontrar a beleza pura do mundo, a que se descreve por meio de padrões perfeitos e intocáveis, e que não é perturbada pelo ruído do macrocosmos mundano. Em grande parte, a missão da Ficção Científica, na medida em que possamos falar de uma missão, encontra-se intrinsecamente ligada com esta procura de beleza e harmonia transcendente ao ser humano, cujas raízes não se centrem na imperfeição do espírito ou de misticismos e deuses da nossa invenção, mas na observação dos factos e das regras que rejem os factos, na contemplação do sublime no universo.

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«Contos Bizarros» é uma revista que teima em ressurgir da campa, pois sempre que se tentou terminá-la, desde o momento em que foi criada em 1923 pelo jornalista J.C. Henneberger, outro editor ou entusiasta decidia adquiri-la e fazê-la respirar por mais um punhado de números. Como todas as revistas da era pulp e subsequentes, serviu de laboratório para o surgimento de novos autores e como impulsionadora de carreiras literárias - a presença constante e demarcante através do formato conto permitiu a muitos nomes, hoje bastante conhecidos (Robert Bloch, Robert Howard, Fritz Leiber, Theodore Sturgeon, entre outros), construir um base de leitores e saltar para o formato livro quando este se começou a tornar relevante nos anos 50. Uma estratégia que passa ao lado de muitas editoras actuais...

A última encarnação da revista leva Ann VanderMeer, esposa do conhecido autor que nos visitou em 2006, ao leme, e digamos que a escolha não podia ter sido melhor. Entre as inúmeras mudanças, encontra-se um sítio web melhorado e uma iniciativa de One Minute Weird-Tales, cujo primeiro número vos deixo, uma mini-história que fará as delícias das seguidoras «os-homens-não-prestam» da Margarida Rebelo Pinto:

(via SfSignal)

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25 Outubro 2008

Que Um Autor Tenha um Momento Hemingwayesco como este (refiro-me a este momento) nos dias que correm é, lamento dizê-lo, pura ingenuidade. Nem me refiro ao roubo. Os computadores são instrumentos instáveis, cheios de manias e humores, que é preciso amansar com flores e chocolates e idas ao cinema (esperem, confundi-me...). Guardar o nosso trabalho mais importante nas entranhas de um destes bichos e esperar que tudo corra sempre bem é como deixar o nosso bebé vigiado por um leão. Na era dos bits e da electrónica, caros aspirantes a escritor, façam cópias. Não custa nada. E no que toca à escrita (que se possa traduzir num punhado de documentos de texto contendo diversas variantes do livro, listas de links e excertos para referência, talvez PDFs ou ficheiros de imagem contendo páginas scanneadas de bibliografia, tudo arquivado numa meia-dúzia de pastas organizadas), nada mais simples do que produzir um ficheiro comprimido com toda a parafernália envolvida e guardá-lo, não apenas num disco externo, pen ou cartão digital, mas online.

Sim, online. Existem dúzias de sítios que, gratuitamente ou por poucos dólares, guardam ficheiros para acesso remoto em qualquer parte do mundo (por exemplo, este). Contudo, para o fim em questão, nem isto é necessário. Basta abrirem uma conta no Gmail, criar uma mensagem, fazerem a anexação do ficheiro e guardarem a versão rascunho com uma indicação no «Assunto» do conteúdo. Não a enviam a ninguém - este rascunho irá manter-se indefinidamente até o apagarem, bastando aceder a esta área e descarregar o ficheiro para outro computador ou substitui-lo por outro mais actualizado quando quiserem. Roubaram-vos o equipamento, o controlador do disco pifou, deixaram de ter acesso à informação? Rapidamente sacam de outro computador, alugado ou emprestado, e continuam a escrever alegremente para cumprir o prazo anunciado. Mudando primeiramente as palavras-chave dos sítios online, obviamente. Vão de viagem e não querem perder o contacto com a obra? Entrem num cibercafé por alguns euros à hora (cuidado com as palavras-chave, novamente) e é como se continuassem em casa. Eis o milagre da globalização.

E para situações nas quais não se tenha a certeza de dispor do software correcto para continuar a trabalhar no texto (algo muito comum a quem muda constantemente entre Mac e PC), existem aplicações online para processamento de texto que apenas necessitam de um navegador e de uma ligação à internet - Google Docs, Zoho Writer, entre outras. Ou então abrem um grupo num fórum de discussão do qual sejam vocês os únicos participantes (e talvez alguns amigos mais chegados), como o Yahoo! Groups ou o Google Groups, e poderão ir enriquecendo, directamente no grupo ou por envio de emails, a obra, pedaço a pedaço. Li em tempos um artigo sobre alguém que aproveitava os tempos mortos no emprego para enviar emails a si mesma (actividade que não despertava as suspeitas dos colegas), nos quais ia construindo o romance.

Dirão que nenhum método é seguro, que todos estes são falíveis - as contas podem ficar bloqueadas, o fornecedor pode desaparecer. Concordo absolutamente. Por isso é que defendo que se devem usar todos eles. Guardar ficheiro e escrever num grupo e colocar o texto num blogue privado e manter cópias de segurança físicas. Distribuir o risco para evitar a perda completa. Ter o cuidado de datar os textos para se poder voltar atrás e conseguir-se conjugar as versões. E escolher-se soluções que permitam um acesso rápido a partir de qualquer dispositivo, em qualquer momento, para aquela situação em que, enquanto se espera na fila, surja a cena perfeita que deve ser registada imediatamente - bastando só sacar de um telemóvel com teclas e escrever alegremente...

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