Exposição Prolongada à Ficção Científica  

   um blog de Luís Filipe Silva


31 Outubro 2008

The Ultimate Geeky Dream. Uma visita ao processo de fabrico da Lego. Catedrais de peças encaixáveis com uma linha de produção de milhares de objectos por hora e totalmente robotizada, para satisfazer um mercado mundial caracterizado por uma crescente e fútil necessidade de construir modelos a pequena escala de pedaços do nosso mundo. Imaginem uma situação de um mercado galáctico, no qual biliões de crianças aguardam pelos conjuntos de montagem (possivelmente já auto-conscientes); para satisfazer este mercado, além de uma frota gigantesca de transportadores girando em milhares de órbitas lentas (partindo do pressuposto que a velocidade da luz é efectivamente inultrapassável), teríamos a canibalização de mundos inteiros recheados de silício e carbono para produzir os polímeros necessários para tamanha procura. Planetas da dimensão de Marte ou talvez de Júpiter (incluindo todo o manto atmosférico) destruídos para se converterem em peças Lego. Imaginem então que o mercado pertence a outras espécies, e que o nosso sistema solar – e principalmente, o nosso humilde-planetinha – se encontra no caminho da rota de abastecimento... Eis um drama com grandes possibilidades de natureza épica e crítica social. Pois quem precisa de verdadeiramente temer tiranos e impérios galácticos quando a grande besta capitalista olha na nossa direcção cheia de fome?

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30 Outubro 2008

Num Registo Mais Sério e Tenebroso, Bruce Sterling pronuncia-se sobre a imprensa escrita em formato papel.

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Mau, Muito Mau. Horrivelmente mau. Quase vale a pena inventar frases promocionais mais adequadas...
  • O Dia em Que a Terra Parou... e o seu Cérebro também
  • No espaço ninguém o pode ouvir gritar... «Devolvam-me o dinheiro do bilhete!»
  • Não é apenas o filme que não presta... as pipocas já têm dois dias
  • Podia ser pior... imagine que era você o cabeça de cartaz

Via SfSignal.

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29 Outubro 2008

Acabou de Dar Entrada no Meu Covil, cortesia da Gailivro, um exemplar de um romance extraordinário, da autoria de um dos mais interessantes e inovadores criativos de Ficção Cientifica: Ian McDonald. Britânico radicado em Belfast, a escrita de McDonald representa possivelmente um dos mais perfeitos exemplos do que significa escrever-se neste género: a senda por lugares exóticos distantes do conforto urbano do mundo ocidental; a mistura conflituosa entre tradição e misticismo com modernidade e ciência/tecnologia; uma escrita exigente, flexível, que corresponda às necessidades da obra. Brasil é o seu romance mais recente e também o próximo livro da colecção 1001 Mundos; sobre ele falaremos com maior detalhe quando se encontrar nas bancas, já em inícios do próximo mês. Para já, fica a indicação de que foi um concorrente ao prémio Hugo deste ano e que foi galardoado com o British Science Fiction Association Award. E que caminha para se tornar num clássico de culto. Eis uma apreciação crítica de Adam Roberts, também ele autor de FC. E apresento a capa da edição estrangeira (ainda não tenho imagem da edição portuguesa, mas segue fielmente a original, ostentando o título BRASIL), uma inebriante ilustração de Martiniere recheada de neón. Para já encontra-se no topo da minha lista pessoal das melhores obras lidas este ano.

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28 Outubro 2008

O Não-Book Trailer. Ou trailer de não-book. A verdadeira questão encontra-se na página 42, perdão, na resposta ao sentido da vida, do universo e tudo o resto. Mas qual é a pergunta?

(Via PP)

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27 Outubro 2008

Para Equilibrar as Diferenças face ao outro post, eis agora uma abordagem a partir do outro ponto de vista... obey-your-command...

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Já o Sherlock Holmes Se Preocupava com a insensata disparidade entre disseminação de conhecimento e ausência de memória.

To carry the art [of knowledge] (…) to its highest pitch, it is necessary that the reasoner should be able to utilise all the facts which have come to his knowledge; and this in itself implies, as you will readily see, a possession of all knowledge, which, even in these days of free education and encyclopaedias, is a somewhat rare accomplishment.

The Five Orange Pips (1891)

O que diria então da internet?

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26 Outubro 2008

«Tudo o Que Possa Acontecer, Acontece». Mas como explica Garrett Lisi (brilhantemente descrito como «físico-surfista»), não implica que tudo tenha efectivamente de acontecer. Esta palestra, críptica na sua maioria para alguém que não seja especialista (e eu não passo de um mero espectador distante que em tempos escolheu não se aproximar), apresenta momentos de encantamento, pois permite uma entrada na mente do matemático e do físico como alguém cuja missão na vida é encontrar a beleza pura do mundo, a que se descreve por meio de padrões perfeitos e intocáveis, e que não é perturbada pelo ruído do macrocosmos mundano. Em grande parte, a missão da Ficção Científica, na medida em que possamos falar de uma missão, encontra-se intrinsecamente ligada com esta procura de beleza e harmonia transcendente ao ser humano, cujas raízes não se centrem na imperfeição do espírito ou de misticismos e deuses da nossa invenção, mas na observação dos factos e das regras que rejem os factos, na contemplação do sublime no universo.

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