Exposição Prolongada à Ficção Científica  

   um blog de Luís Filipe Silva


24 Janeiro 2009

Só Porque Se Trata do Neil Gaiman, e porque, como ele próprio conta, não se trata de um filme de grande orçamento de um estúdio conhecido, mas principalmente porque a história é inteligentíssima e as imagens prometem uma fantástica jornada (realização de Henry Selick, o responsável pelo Pesadelo Antes do Natal do Tim Burton), fica aqui o trailer de Coraline, publicado entre nós pela Presença (com o título de Coraline e a Porta Secreta).

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22 Janeiro 2009

Caso Tenham Tentado Aceder a Este Site nos últimos dias, fica aqui um alerta para a possibilidade de terem ficado expostos a software malicioso. Houve um ataque não especificado a todos os sites da empresa na qual o TecnoFantasia se encontra alojado, e é possível que tenha afectado a nossa página de entrada. Foi pelo menos necessário intervenção nossa para repor a situação inicial que vos permite aceder a qualquer conteúdo pela mera digitação de um prefixo na hiperligação, sem necessitarem de memorizar um chorrilho de letras e números. Lamentamos o sucedido, ao qual somos totalmente alheios, e segundo indicação da empresa, foram tomadas medidas para evitar repetições. Da nossa parte, informamos que jamais incluiremos software nas nossas páginas para o qual seja necessária autorização de descarregamento e execução, à excepção de componentes Flash e Java.

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19 Janeiro 2009

Conselhos Para Escritores. Joss Whedon é o criador das séries-conceito Buffy - Caçadora de Vampiros, Angel e Firefly, e embora se reconheça e respeite o sucesso, nenhum dos quais se encontra realmente na lista dos preferidos cá em casa (por motivos variados, estando talvez o principal relacionado com questões de originalidade e/ou credibilidade; se Firefly ainda tentava e conseguia de certa forma ser algo bizarro, uma mistura que acabou por se revelar infrutífera, já convencer-me de que uma miudinha frágil e de uma banalidade extrema, desde o aspecto físico ao da personalidade, como a Sarah Michelle Gellar, conseguiria ser a líder de um bando de caça-vampiros sedentos de sangue, é pedir de mais...). Apesar de tudo, é um criador cujos esforços acabam por cair no espaço do Fantástico, e de alguma forma ser diferente. Mais interessante é o projecto de filme do Livro de Cantigas do Dr. Horrível, produzido e distribuido pela internet numa série de mini-clips. Por esse motivo, e pelas palavras finais, apresentamos aqui uma breve entrevista ao autor, na qual refere, com bastante propriedade, e como se conhecesse o meio português, que não existem mais escolas nem terrenos de exercício para treinar os jovens criadores, excepto a internet, e que quem quiser ter sucesso já não lhe basta escrever ou produzir a obra e enviá-la para a editora, mas recorrer à internet para gerar entusiasmo e uma base de seguidores e possivelmente, com sorte, uma editora interessada em lançá-la...

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16 Janeiro 2009

Where's Wally? Uma torrente quase insuperável de tarefas e afazeres, em boa parte relacionadas com letras e livros, despejou-se sobre mim desde o início do ano. Assim continuam à espera de entrar comentários, post, notícias e respostas atrasadas a emails. Tentarei ir colocando aqui informações enquanto a vida não amansa. Obrigado pela compreensão. E para não perder o hábito, fica aqui uma adaptação russa feita em 1984 do conto de Ray Bradbury, «Virão Chuvas Mansas», publicado em Portugal por uma colecção da Verbo (colecção Espaço, se não estou equivocado) da qual só sairam 5 volumes de contos diversos. Talvez devido a ter sido o primeiro contacto com Bradbury, mas seguramente pelo mérito da própria história, continua a ser um, para mim, dos textos mais marcantes deste autor.

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13 Janeiro 2009

A Crise Ataca os Pulmões da Fantasia, pois que alento é mais importante para o género que a promoção e premiação do que de melhor se produz a nível do conto? Se elaborar um admirável mundo novo na FC é algo que exige normalmente espaço para discurso e verborreia, o conto tem sido o veículo de preferência do Fantástico, mais disperso e mais dado a alegorias e lemas. A extinção da Year's Best Fantasy & Horror que há 12 anos ombreava com a magnum-opus de Gardner Dozois é sem dúvida um rude golpe para o género - embora não seja de espantar, uma vez que as últimas edições tinham-se tornado em grande medida veículo para extensos artigos sobre o «estado da arte» a vários níveis, consumindo preciosas páginas que poderiam ter sido ocupadas com mais ficção. Esperemos que a Year's Best Science Fiction se vá mantendo firme...

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02 Janeiro 2009

Do Fundo da Estante, surge uma singela prova de como a idade e a experiência suavizam a mais agreste das escarpas. Ler Dead Lines de Greg Bear é como presenciar uma banda de heavy metal a quem o tempo não foi mais dócil que à maioria das pessoas. De barrigas grandes e rugas vincadas, continuam a pular em palco e a nutrir entusiasmo, mas algures misturada na técnica encontra-se não uma raiva antiga mas um entendimento mais profundo, uma aceitação das condições do filme da realidade, que torna a performance num jogo, o jogo de um outro jogo passado, a repetição de movimentos e atitudes porque outrora fizeram sentido e eram genuínas e há por isso que respeitá-las. As tradições nascem assim, com as origens perdidas no oblívio de eras antigas. E a plateia - também ela envelhecida - segue-as, porque houve um tempo em que eram jovens. E isto acontece com os autores de Hard Science Fiction também. Se Bear outrora nos falou com encanto de asteróides que encerravam universos, da destruição final da Terra no decurso de uma guerra que nunca chegámos a entender, se povoou a Califórnia do futuro com nanotecnologia e crenças vodoun, se anteviu o final do universo, aqui mostra-se humano e imediato, tratando o protagonista e os seus cinquenta e avançados anos de idade com uma sensibilidade peculiar. Há quem leia e pense que a história se trata de um homem a quem lhe assassinaram a filha, a quem lhe retiraram a mulher, a quem negaram uma carreira no crepúsculo da vida activa, a quem oferecem telemóveis cuja nova tecnologia impede que os mortos passem para outro plano. Essa, felizmente, não é a única história. Os bons livros, ainda que discretos, como este, nunca são óbvios.

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