Exposição Prolongada à Ficção Científica  

   um blog de Luís Filipe Silva


12 Fevereiro 2009

Ursula LeGuin Lê Publicamente excertos do Feiticeiro de Terramar, já publicado por duas vezes no nosso país (Argonauta e Presença), e no meio explica o processo de escrita e os motivos que a levaram a tomar certas escolhas literárias nesta série, terminando na habitual e divertida sessão de perguntas e respostas. Uma visão pouco frequente de uma das mais respeitadas e melhores estilistas do género de todos os tempos - e das poucas que efectivamente tentou misturar no mesmo tacho a consciência estética com a consciência política, enquanto reflexo de uma geração e de um discurso social, algo a que a FC, normalmente feita por geeksnerds que se sentem mais à vontade solitários no meio das estrelas e das máquinas que na Terra entre multidões e famílias, está habitualmente alheia. Antes de a autora surgir, descobrimos que questões de leitura e bibliotecas nas terras interiores dos EUA enfrentam desafios de financiamento, porque a vila é pequena e o nível de impostos diminutos - obviamente que desconhecem o produtivo método lusitano, aquele de recorrer ao governo central e a subsídios de desenvolvimento, e cruzar os braços à espera. Realmente, os americanos são um povo com pouco discernimento.

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07 Fevereiro 2009

Extremos de Honestidade na nova série da RTP1 (nova em Portugal), Supernova, quando Lance Henriksen apresenta o bunker topo de gama que será o último reduto da humanidade ameaçada pela chegada de erupções solares que presumivelmente destruirão a Terra: «Isto foi construido para que a civilização sobrevivesse. Ah, e por civilização, refiro-me a nós.»

Quanto à série: cenários de desastre provocados pelo colapso de estrelas? Charles Sheffield fê-lo muito melhor do que isto em Aftermath e Starfire...

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A Nível de Clássicos de Cinema de FC, fiquei a conhecer os pormenores sobre Things to Come através da crítica dura de Dan Simmons no artigo sobre a natureza da ficção de que fui o tradutor no ano passado (e que me deixaram com uma absoluta vontade de evitar esse filme). Tendo revisitado agora o texto (e semicerrando os olhos ante cada passagem que poderia ter sido mais explícita, cada frase mais aportuguesada, cada gralha tipográfica - razão pela qual o revisor, que aqui não houve, desempenha uma função importante enquanto detentor de um olhar analítico e profissional, e também razão pela qual não se pode terminar um trabalho e enviá-lo a correr ao editor, sendo preferível deixá-lo a fermentar durante algum tempo. De todas as escolhas que hoje teria feito, a mais importante situa-se sem dúvida na última frase do texto, que é também parte de um poema e logo obriga a um cuidado particular com a escolha das palavras, ou neste caso, de uma palavra em particular, que apresento aqui como errada: «A brincar em casa com papéis qual criança») publicado na Bang! nº 5, encontro novamente o filme classificado como inumano e fascista, bem como o texto de Wells e toda a problemática a respeito do futuro aqui preconizado. Ora, filmes como este eram normalmente difíceis de encontrar - mas não na era moderna, graças a este gentil monstro de dentes afiados que se chama internet...

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06 Fevereiro 2009

Curiosidade: Possivelmente a Mais Explícita capa do Highlander - Duelo Imortal jamais feita...

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04 Fevereiro 2009

E Lá Se Acabou de Vez a Murder Onea loja de referência para quem visitava Londres em busca de ficção científica acabadinha de sair do forno ou de alguma obra clássica. Embora primordialmente dedicada à literatura policial, que enchia o piso térreo, reservava a cave para quatro extensas paredes e três mesas a transbordar de livros do chão ao tecto, ordenados por autor ou por ano. Era impossível sair de lá sem meia dúzia de sacos cheios, e só depois de passada a euforia olhar com atenção para a conta em libras. Sem falar na possibilidade de fazer encomendas overseas. A decadência teria começado há uns anos, com o encerramento dessa magnífica cave e o desaparecimento do fantástico. Agora fechou de vez, como relata o Guardian numa pequena notícia interactiva que mostra a anterior riqueza da Charing Cross Road.

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03 Fevereiro 2009

De Acordo com os Booktailors, este é um trailer de livros marcante no mercado nacional. Trata-se de Nómada de Stephenie Meyer, a edição nacional de The Host, o seu primeiro livro de ficção científica para adultos. Compare-se a energia desta versão com a do booktrailer original. Sai já no próximo mês. É tão bom saber que a vanguarda continua a ser dominada pelo género fantástico...

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Não Se Pode Dizer Que A Associação seja imediata. Jane Austen e zombies?!

Calibã poderia ser um zombie e caçar miolos para o mestre Prospero. Talvez Kurtz se tivesse refugiado nas profundezas do Congo para fugir a hordes de mortos-vivos (dando um novo significado a «o horror, o horror!»). E muito provavelmente um confronto entre Aquiles e aqueles seres cobertos por sangue pisado e carne putrefacta não daria muito trabalho ao guerreiro grego.

Mas pensar em Sr. Darcy e a menina Elizabeth a braços com hordas de zombies esfomeados?!

Aparentemente, é possível colaborar-se post-mortem. Sem a autorização da parte do «mortem», diga-se de passagem. Para esta mistura quase profana: Orgulho e Preconceito e Zombies. «Contém o texto original do exultado romance de Jane Austen com novas cenas de acção zombi de fazer estalar os ossos.» Ou algo parecido.

É tão fácil abraçar-se este tipo de iniciativas como é de vilipendiá-las. Existe o perigo de se reagir por reagir ao se defenderem questões de liberdade ou intocabilidade literária consoante o apreço individual. Mas ambas as atitudes estão erradas. O livro pode mesmo ser mau e isto não passar de um truque barato, ou pode ser mesmo inovador e resultar num estudo meta-literário em como se pode infectar, por assim dizer, o passado com a luz do presente (a minha aposta? Vai ficar a meio, e transformar-se numa oportunidade perdida).

Ainda assim, seria interessante se um editor português tivesse a coragem (loucura?) de o editar. Como reagiria o nosso mercado? A maioria do público leitor ainda é demasiado conservador para isto, ou já nos encontramos de facto numa fase mais receptiva do mercado, que apenas não se revela mais porque as edições nacionais são, regra geral, bem comportadinhas?

Só a capa vale metade da atracção. Espero que a mantenham. E que se avance, talvez, para A Cidade e as Serras e os Licantropos. A miudagem era bem capaz de gostar...

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02 Fevereiro 2009

Repetitividade e Uma Certa Falta de Jeito prejudicam o apreço contínuo do pequeno engenheiro Dilbert aprisionado num cubículo. Scott Adams tem um estilo minimalista e obcessivo ao qual falta o carinho com que Bill Watterson sempre retratou os personagens (que saudades). Mas por vezes há tiras que merecem ser passadas de mão em mão...

Dilbert.com

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