Exposição Prolongada à Ficção Científica  

   um blog de Luís Filipe Silva


25 Outubro 2009

A Pergunta: porque não aproveitas a actual onda de vampiros e, enquanto autor de fantástico, escreves qualquer coisa sobre isso?

A resposta: porque o sucesso por associação é imerecido, e o repúdio por cansaço injusto. Aguardo até virarem as costas.

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24 Outubro 2009

Sim, É Um Mundo Maravilhoso, aquele em que se consegue realizar feitos desta natureza (explicação adicional e fonte). É um mundo racional, dedicado à preservação da vida humana e diminuição do sofrimento. Não há deuses, neste mundo - não há dragões, lanças mágicas, poderes encantados. Não há crenças em seres imaginários sem provas dadas. O que existe é a riqueza da compreensão humana, a humildade da colaboração em equipas transculturais e o deslumbre - o sublime, adorado deslumbre - perante a complexidade física do universo.

Pobre de ti, ficção científica, ignorada no canto, enquanto os atletas idiotas da turma e as loiras bimbalhonas dançam abraçados ao monstro da fantasia heróica. Sabes que vão voltar quando precisarem de ti, mas para já estão inebriados nas palavras daquela besta que lhes promete que cada um deles é único, que cada um deles é o Escolhido, que cada um deles não tem de levantar um dedinho para alcançar o êxito e obter a fama. De falos erguidos e mamilos espetados, dançam nesta orgia de auto-complacência e desprezam tudo o que se lhes antecedeu, tudo que os possa contrariar. Pobre geração de agora, se pensa que o mundo se tornou menos filho-da-mãe para os jovens e inocentes rebentos que saiem do abrigo dos pais.

(Sabes de uma coisa? Vamos levar a besta para o lago. Um empurrãozinho e pronto. Está gorda e inchada, qual verme sobre um cadáver recém-enterrado. Aqueles tomos de mil páginas são pesados como tudo, quando se molham. Olha, e se vier à tona, não te preocupes, enfia-se a cabecinha de novo dentro de água).

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Sobre O Caso Saramago, este é o mais pertinente de todos os comentários proferidos.

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18 Outubro 2009

Emergir Por Breves Instantes do mundo da escrita (pois o motivo de não vos escrever há algum tempo é porque tenho estado a escrever para vós) para destacar a «publicação» online de um dos gigantes da FC: Theodore Sturgeon e o seu Deus Microscópico. Vão ler, vá. Desliguem a treta da televisão.

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11 Outubro 2009

Uma Rara Oportunidade para conhecer Jorge Luíz Calife, responsável por Padrões de Contacto, considerada a primeira trilogia de FC hard brasileira e por inerência em língua portuguesa. Mais informações podem ser encontradas na obra fundamental de Ginway sobre a evolução da FC brasileira, disponível em pré-visualização limitada no Google Books.

A nível nacional, destaque para o artigo fundamental de Teresa Sousa de Almeida que ajudei a salvaguardar no blogue Correio do Fantástico

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06 Outubro 2009

I Think You'll See How We Differ. Para o vosso prazer e conveniência como espectadores, neste tempo apressado, dez minutos de Quinta Dimensão (Além da Imaginação) que contém todo o universo de Rod Serling.

Ocorre-me que uma série portuguesa desta natureza - argumentos fortes, baixo orçamento, diferentes actores - faria maravilhas, actualmente, pelo estado do fantástico entre nós.

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05 Outubro 2009

Das Coisas Steampunk. (Já se esqueceram deste desafio?) A escutar a palestra de Fábio Fernandes, Gianpaolo Celli e Bruno Accioly, que ocorreu no Fantasticon 2009 organizado por Sílvio Alexandre em São Paulo há poucos meses. O steampunk parece estar na berra lá por fora (e lusitaniamente arranca com o desafio proposto), uma vez que o sítio web da editora Tor devota todo este mês ao fenómeno - um manancial de artigos de referência sobre o assunto, em particular este guia da Cherie Priest. Aqui estão alguns romances recentes. Obviamente que para escrever ou falar com autoridade do assunto, é preciso conhecer o movimento das civilizações, nomeadamente da sua automatização. E aliar este conhecimento a factos históricos e tudo o demais que se possa encontrar na Web. O objectivo? Criar ficção, como a que surje nas páginas desta fabulosa revista. Sem esquecer o nosso (possivelmente) primeiro romance português do género: Espíritos das Luzes de Octávio dos Santos.

No final, o steampunk acaba por ser aquele casamento aparentemente irreconciliável entre História e Ficção Científica, entre passado e futuro, entre o estar e o devir, como um circuito integrado de silicio incrustado na carapaça de um escaravelho de rituais egipcios, orientado-se por um misto de magia e GPS.

Não vão querer aceitar o desafio?

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