| Autor português de Ficção Científica e Fantástico, galardoado em 1991 com o Prémio Editorial Caminho de Ficção Científica.
Em Curso Novidades a anunciar. (Sem data prevista) Romance: terceira parte do tríptico A Bondade dos Estranhos, da editora Chimpanzé Intelectual, no qual colaboram João Barreiros e João Seixas. (Temporariamente suspenso) Romance online com João Seixas: O Terceiro Rosto de Jano. Recentes Organizador, com Luís Corte-Real, de Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa, Ed. Saída de Emergência Conto «A Queda de Roma, Antes da Telenovela» in Assembléia Estelar organização de Marcello Branco, ed. Devir Brasil Colaboração em Mensageiros das Estrelas - Colóquios de Ficção Científica e Fantasia, Centro de Estudos Anglísticos, Faculdade de Letras, Lisboa. 2 a 5 Novembro. Co-organizador, juntamente com Gerson-Lodi Ribeiro, de Vaporpunk - Relatos Steampunk Publicados Sob as Ordens de Suas Majestades, Editora Draco (Brasil). Tradução: O Verdadeiro Dr. Fausto (Jack Faust) de Michael Swanwick, ed. Saída de Emergência. Conto «Dormindo com o Inimigo» in Dagon! organização de Roberto Mendes. Conto «Não É o Que Ignoras o Motivo da Tua Queda Mas o Que Pensas Saber» in Brinca Comigo! organização de Miguel Neto, ed. Escrito'rio. Conto «A Casa de Um Homem» in Imaginários 2 organização de Tibor Moricz, Eric Novello e Saint-Clair Stocler, Editora Draco. Conto «Dormindo com o Inimigo» in Galeria do Sobrenatural organização de Sílvio Alexandre, Terracota Editora. Conto «Deste Lado de Cá» e entrevista in Dagon n.º 0 organização de Roberto Mendes, e-zine. Tradução: A Guerra é Para os Velhos (Old Man's War) de John Scalzi, ed. Gailivro. Prefácio ao livro As Atribulações de Jacques Bonhomme de Telmo Marçal, ed. Gailivro. Membro do júri do Prémio Bang! de Literatura Fantástica promovido pela Saída de Emergência. Tradução: «A Ficção, por Henry James e Roberts Louis Stevenson», de Dan Simmons, in Bang! nº5, Ed. Saída de Emergência. Artigo: «Antologias, Fantasia & Odisseias», in Bang! nº4, Ed. Saída de Emergência. Novela: «Aqueles Que Repousam na Eternidade», in A Sombra Sobre Lisboa, Ed. Saída de Emergência. Tradução: As Crónicas da Espada - O Encontro, de Fritz Leiber, Ed. Saída de Emergência. Poema: «Sonhos de Planetas e Estrelas», in Linhas Cruzadas, Ed. Portugal Telecom. Romance, com João Barreiros: Terrarium, Editorial Caminho. Romance: Vinganças (A GalxMente II), Editorial Caminho. Romance: Cidade da Carne (A GalxMente I), Editorial Caminho. Conto: «O Mundo Distante», in O Atlântico Tem Duas Margens, Editorial Caminho. Colectânea: O Futuro à Janela, Editorial Caminho. A Ler Online A Recordação Imóvel (conto, 1996) [link] |
um blog de Luís Filipe Silva 27 Fevereiro 2010Um Conjunto De Conselhos para escritores e aspirantes. Desde os macabros meandros de bastidores das cartas de rejeição (sim, todos temos consciência da cabala de editores que se reúne para espezinhar o coraçãozinho delicado dos novos autores) às tentativas aleatórias dos esforços promocionais, passando por uma apreciação efectiva do papel do editor (quando bem conduzido). Mas isto não passa de uma dança, e a dança é uma expressão do corpo, não a expressão da alma que toda a literatura – supostamente – deveria ser. Os conselhos para escritores e aspirantes não se resumem a dez, mas podem todos exprimir-se pela directriz mestra: escreve. Escreve e logo se vê; agradece a atenção dispensada. Também válido para escritantes e aspiradores.21 Fevereiro 2010Leitura Do Casal Swanwick do conto «Land of Our Fathers», integrado na série de vinhetas «Periodic Table of Science Fiction» - uma história para cada elemento da tabela periódica. De Michal Swanwick encontra-se publicado em português apenas o conto «Íntimo Pulsar do Mecanismo» na revista Paradoxo (finais dos anos 90) - que deveria existir online, pela impossibilidade de encontrar-se um exemplar - e aguarda publicação o romance Jack Faust. Ambos (pobre coitado do autor) traduzidos por mim.20 Fevereiro 2010Compêndio Das Irrealidades. A tecnologia digital trouxe à imagem a fluidez e liberdade antigamente só encontrada na escrita. Ainda precisaremos de saber ler daqui a cinquenta, cem anos?13 Fevereiro 2010Há Mais Neste Comentário breve de Bráulio Tavares sobre a natureza do vanguardismo que em muitos tomos de crítica literária. Os negritos são meus.
Que nem todas as histórias são para todos os leitores, já tínhamos percebido. O que esta dedução infere, e tão bem, é que nem todas as histórias são para todos os autores. E não deixa de ser interessante ponderar se determinados autores tivessem tido outros contactos iniciais com a literatura e dessa forma enveredassem por opções narrativas diferentes, se não se teriam tornado nos grandes mestres que nunca chegaram a ser. 01 Fevereiro 2010Jacques, Mais Pas Mon Frère. Durante algum tempo o material que acompanhava o anúncio de As Atribulações de Jacques Bonhomme consistia em excertos da minha introdução ao livro de Telmo Marçal, o que era particularmente frustrante, pelo silêncio que havia em torno dos contos. Felizmente quando começou a ser lido e criticado o conteúdo rapidamente ofuscou a introdução e fez o livro manifestar-se com personalidade própria. Recupero agora o texto integral da apresentação, fazendo votos para que vos desperte a curiosidade relativamente a uma das mais interessantes obras do ano passado e que ainda podem encontrar nas bancas.11 Janeiro 2010É Assim Tão Importante, o tal «Avatar»? De todas as obras denominadas «Avatar», o primeiro será o de Poul Anderson, possivelmente ainda disponível nas secções fossilizadas de um alfarrabista. Já se passaram muitos anos para poder apresentar uma opinião pessoal (a própria ausência de memória reflecte uma opinião) mas não demasiado tempo para espelhar as críticas unânimes que comparam o filme de Cameron a uma loira estereotipada: muito contorno de superfície, nada de conteúdo. A diferença é que as lembranças do tempo passado com a loira aquecer-te-ão quando fores velhinho e incapaz, e as do filme, nem por isso.Ainda assim, discordo do repúdio global do enredo. Sim, podia ter sido um filme melhor. Sim, eu queria ter oferecido duas horas e meia da minha vida a uma história que me enriquecesse a alma. Compensou de certo modo o facto de não ter conseguido desviar os olhos do ecrã tridimensional. Mas entendo perfeitamente a opção pelos estrunfes vitaminados. Aquilo não era um filme, mas uma demonstração de propaganda de um produto. Era um catálogo de venda. E todos os catálogos de venda são inócuos, universais e básicos. Cameron dirigia-se aos obtusos executivos de Hollywood e suas assustadiças carteiras. Vejam, disse, a tecnologia funciona, as famílias acorrem ao cinema. Isto vai encher-vos os bolsos. E numa era de desconsolo perante a pirataria desenfreada, os executivos irão perceber a mensagem (os executivos são muito bons a cheirar tesouros escondidos): deixem os filmes ser pirateados, as pessoas voltarão às salas pelo prazer da experiência. Como era dantes. Não existe monitor de PC nem televisão de ecrã plano no mundo que consiga proporcionar a sensação de imersão naquele admirável mundo novo. Tlim, tlim, tlim! Ao contar uma história simples, ao sacrificar este filme à imbecilidade de um enredo para deficientes intelectuais - mesmo que inadvertidamente -, Cameron, estou em crer, terá feito um grande favor ao cinema, e em grande medida ao género fantástico: os próximos filmes terão de igualar, ultrapassar, contradizer Avatar. Simplesmente porque há mercado. Aguardo assim com ansiedade os filmes que me tragam aquilo que pedia neste: as planícies vermelhas de Marte, as núvens de Júpiter; Trantor em todo o seu esplendor, Dune trespassado por vermes. Quero ver as naves geração de Robert Reed. Quero entrar em Rama. Paisagens verdadeiramente alienígenas, e não saídas de uma brochura de viagem para o Pantanal, por muito vistosas que sejam. Queria, sim, as grandes e desconhecidas vistas para as quais foi aperfeiçoada a tecnologia digital. P.S. - Que também fique claro que não lhe perdoo tudo. A revolta de Gaia... er, Pandora, é das mais imbecis de sempre. Um planeta não ataca com flora nem fauna - um planeta ataca com todo o poderio da sua energia geológica. Teria feito mais sentido que Gaia... er, Pandora tivesse deixado cair as ilhas suspensas sobre a força aérea do que atacar os soldados com rinocerontes mascarados. Teria sido impressionante ver Gaia... er, Pandora abrir-se numa cadeia de vulcões gigantescos, vulcões que fariam inveja ao Monte Olimpo marciano (já que tudo é assim tão grande em Gaia... er, Pandora), capazes de expelir materiais para órbita que danificariam e dificultariam o trajecto das naves. P.P.S. - Já que tudo é assim tão grande naquele planeta, pensem lá o que foi que impressionou o nosso herói no corpo Na'vi? Pois, foi mesmo a treta da trança, foi... |
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