Exposição Prolongada à Ficção Científica  

   um blog de Luís Filipe Silva


18 Fevereiro 2012

Mais Um Comentário para debate, e de novo o arrogante negrito. É de salientar: o que se aplica à banda desenhada aplica-se à prosa.

I've always thought it ridiculous to reduce reviews to the hogwash of pseudo-empiricism, of marks and ratings and the like, and yet, the crisis in storytelling today is so very serious that it seems to demand that we all pay more attention to it. A comic book which might possibly rack up a moment of excellence every page or so is quite likely to be one which rewards the reader's investment in it, and the fact that we so rarely discuss things in those terms may have something to do with the fact there are so few comics which might pass any form of "density test".

Não deixa, ainda assim, de ser irónico que a queixa da ausência de densidade provenha do género absolutamente redutor dos comics norte-americanos, demasiado preocupados com o conceito do super-herói para deixar entrar a glória absoluta da banda desenhada no seu maior esplendor.

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16 Fevereiro 2012

Excerto Relevante da Entrevista a Ben Marcus, um jovem autor cujo primeiro livro, The Flame Alphabet, é um romance magico-realista em que a linguagem se tornou numa arma literalmente mortal: (...) I believe in language and its ability to create deep feeling in others.  It’s a superior tool and it’s power is kind of terrifying to me.  I think it is finally unique and irreplaceable as a medium, and the novel, in all of its disguises, is at bottom a sustained act of language.  So if you can set that trap, and put the right words in place that seduce a reader, then something incredible can happen.

O negrito é meu, pois nos dias que correm, perante a infestação de novos autores que têm os videojogos como fonte primária de inspiração (um meio ainda menos narrativo que o cinema, cujo principal estímulo é de natureza física - jogos de acção - ou logico-dedutiva - jogos de estratégia) e outros que, a acreditar nas entrevistas e comentários, nunca tiveram grande paixão pela leitura (uma morna paixão não basta), é preciso berrar esta mensagem, qual sargento miliciano.

Esta resposta a uma pergunta tão básica também merece destaque:

What was the most challenging part in writing this novel?

The whole thing.  Starting, getting the voice and tone right, getting some momentum going, sustaining that momentum, introducing and developing the characters, establishing and then escalating the conflict, building emotional depth, building tension, releasing tension, resolving plot points without simplifying the story, and then boiling down all of this material into the narrowest funnel spout I could conceive so I could extract a last little bit of essence that could be mistaken for an ending.

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04 Fevereiro 2012

A Ler Os Mistérios do Clube Diógenes, no qual Kim Newman aproveita a caricatura misantropa que Conan Doyle nos deixou sobre a sociedade masculina de Londres no final do século XIX e a envolve numa reconstituição mítica da cidade, plena de lendas e feitiços e pormenores históricos, acompanhada de uma prosa exímia. Fica o desconforto que muito se perderia na tradução. Talvez a melhor solução seja tecer uma mítica lisboeta (ou portuense, que a tal pode ser mais prestável) muito própria, mas há quem afirme que os eflúvios do «punk a vapor» não são coisas para a sensibilidade ibérica. What say you?

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19 Janeiro 2012

Para Os Mais Distraídos, tenho vindo a escrever uma coluna diária (dias úteis) sobre «Destaques da Internet» com as notícias e curiosidades publicadas em Portugal, Brasil e Mundo, no site da Trëma. Vão acompanhando.

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17 Janeiro 2012

Motivos Para Não Adoptar o novo acordo ortográfico: versão elaborada - cf. o artigo de Pedro Mexia no Expresso de dia 14 de Janeiro; versão curta - perceber que «cacto» foi adaptado para «cato». Isto, sim, é gota d'água.

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21 Dezembro 2011

Uma Argumentação Assente meramente em outras argumentações acaba por reduzir-se a um acto endogâmico e incestuoso, condenado ao minimalismo cíclico. Deste mal padecem políticos e filósofos em igual medida, ainda que os últimos contribuam para o progresso da Humanidade. Tamanha é a profusão de declarações e contra-declarações opinativas e mal informadas que os nossos meios de comunicação disseminam sem juízo crítico nem sentença criminal, que acrescentar outra opinião é atirar lenha para a fogueira. É preferível tomar como exemplo o bom e velho método científico e deixar que os nossos olhos e as nossas mentes se subtraiam perante a demonstração da realidade, perante o exemplo consagrado. Assim, eis o meu contributo para o debate idiota sobre um conselho desagradável de ouvir mas razoável e necessário: a evidência de quem realmente fez e foi capaz.

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