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Passado quase um ano desde o lançamento do segundo volume da série, eis que a Editorial Presença verteu finalmente à luz o romance conclusivo da trilogia Téméraire de Naomi Novik, intitulado A Guerra da Pólvora. Téméraire, relembre-se, é um dragão a cargo da Royal Nave britânica, em pleno século XIX, que defronta as forças inimigas de Napoleão Bonaparte numa série de aventuras. Conta-se que o realizador Peter Jackson está interessado em adaptar a saga em filme ou em formato de mini-série. Da publicidade da editora: «O terceiro livro da série de sucesso, Téméraire, retoma a história do capitão Will Laurence e do seu extraordinário dragão, no ponto em que os deixámos após a bem-sucedida missão na China. Contudo, mesmo antes de partirem, chegam novas e urgentes ordens de Inglaterra. Três ovos de dragão foram comprados ao Império Otomano e Laurence e Téméraire têm de ir a Istambul para escoltarem a preciosa carga. Será uma corrida contra o tempo uma vez que é da maior importância que os ovos cheguem às Ilhas Britânicas antes de eclodirem. Mas os perigos que irão enfrentar serão tremendos, encontrando-se sob a mira vingativa de Lien, o dragão-fêmea, a ameaça das forças de Bonaparte e a espinhosa tarefa de gerir as relações entre a Turquia e o Império Britânico. Serão os inseparáveis Laurence e Téméraire, suficientemente ágeis para evitarem todas as ciladas?»
De Truancy - Rebelião, por Isamu Fukui, edição da Gailivro, ficamos a saber o seguinte: «Num universo alternativo, o autocrático Presidente de uma anónima cidade totalitária governa o sistema escolar a braço de ferro, com a ajuda dos educadores da cidade. Um grupo de antigos alunos, os Truantes, insurge-se contra o Presidente e os repressivos Educadores. O objectivo é derrubar o sistema através de todos os meios - e a qualquer custo. Neste cenário de violência, Tack, um adolescente de quinze anos, procura apenas sobreviver. Os dias são passados entre professores sádicos e implacáveis, trabalhos escolares e pais indiferentes. Tudo parece melhorar quando Tack conhece Umasi, um rapaz misterioso que dirige uma banca de venda de limonada, num sector desabitado, e que acaba por se tornar o seu mentor.» Trata-se de uma obra escrita na adolescência, aos 15 anos, no âmago do que se percebe ser uma reacção pessoal contra o sistema e logo menos condescendente que uma visão mais distanciada e amadurecida poderia permitir. Sem dúvida que o público-alvo terá uma idade semelhante, e nesse aspecto é positivo que jovens possam dirigir-se livremente a jovens sem a deturpação da memória que a idade confere. Nos Estados Unidos, o autor já publicou entretanto outro livro nesta série.
É mais uma triste notícia para a produção nacional de FC, mas o fanzine Nova anuncia a dissolução do projecto, passado quase um ano desde o lançamento do terceiro número. O projecto, da iniciativa de Ricardo Loureiro, a quem ultimamente se juntara Nuno Fonseca na co-edição e que prometia um novo fôlego para a revista, publicou alguns dos contos mais interessantes dos últimos anos, entre autores novos e veteranos - destacamos em particular os casos de Telmo Marçal, João Ventura e João Barreiros. Os editores apresentaram dois principais motivos para o encerramento, nomeadamente a questão do custo (Nova era o único fanzine - aliás, a única publicação portuguesa em formato revista, profissional ou não - que pagava aos colaboradores) e a falta de participação com qualidade por parte dos autores nacionais. Esperemos que os editores possam no futuro regressar com um novo projecto. Fica aqui a indicação dos números da revista, disponíveis online. [link]
Corria o ano de 2004 e tinha entre mãos um livro para rever, que seria publicado por uma editora nacional. Ajudaria essa editora a preparar material promocional e veria a proposta de capa, quase sentia o cheiro do livro prestes a acontecer. Depois as circunstâncias de mercado. E de repente é 2009 e o livro está cá fora. Mas por outra editora - a Presença -, por outro tradutor, outro revisor, e eis os erros que tinham sido debatidos e corrigidos impressos em todos os milhares de exemplares desta edição nacional. Diga-se, no entanto, que é uma edição com um aspecto agradável, e antes uma publicação imperfeita do que nenhuma. Deuses Americanos, o primeiro romance para adultos de Neil Gaiman, chega finalmente aos nossos escaparates, a história de Sombra, um qualquer americano anónimo aos caídos que sai da prisão aquando da morte da mulher e num estado de desalento é contratado por uma figura misteriosa que tem como propósito reunir um conjunto de estranhos seres para combater uma ameaça eminente. Ao longo do livro, vamo-nos apercebendo que estes seres são antigos deuses que se modernizaram e adaptaram à vida americana. Deuses que os emigrantes trouxeram das suas terras e que também eles tiveram de se reinventar na nova fronteira. E agora estão a ser substituido pelos deuses mais materiais da televisão e do dinheiro... Longe de ser um texto moralista, é uma interessante perspectiva do que implica a cultura emigrante dos Estados Unidos, feita por um britânico de nascença. Vencedor do prémio Hugo e Nébula em 2002, e uma prequela dos Filhos de Anansi, também publicado (anteriormente) pela Presença. A não perder.
1 - na história «O Homem Que Vendeu a Lua», de Robert Heinlein, como se chamam os combustíveis desenvolvidos três anos antes da narrativa e que vieram resolver a crise energética da Terra (podem consultar o excerto da obra disponível online no link indicado no final desta notícia)
2 - «Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a Humanidade» foi a frase oficial de Neil Armstrong aquando da chegada à Lua; que frase teria dito se estivesse na pele deste astronauta, em 1969, sabendo que 600 milhões de pessoas estavam à escuta em directo?
3 - com que nome deverá ser baptizada a primeira colónia lunar portuguesa?
É com prazer que anunciamos que os vencedores são Nuno Gonçalves e João Rogaciano.
A resposta à primeira era comum, e tratava-se de «Combustíveis isotópicos artificiais» ou se quisessemos ser completos, «Combustíveis isotópicos artificiais de Harper-Erickson»
A diferenciação surgiria nas perguntas seguintes. O Nuno sugeriu que Armstrong poderia ter afirmado «Hoje pouso os pés onde os Homens costumam ter a cabeça!», enquanto que o João propôs «“Hoje, a lua; Amanhã, Marte; Depois, o infinito!”».
Relativamente à designação da primeira colónia lunar portuguesa, o Nuno indicou LunaTuga, enquanto que o João, talvez com uma abordagem mais realista, apresentou a possibilidade de Base Lunar Ómega, inspirado pela base lunar Alfa do Espaço 1999 (porque Ómega é a última letra do alfabeto grego, implicando que, pronto, chegaremos à Lua depois de todos os outros...)
Parabéns aos vencedores.
Com a Cabeça na Lua - Antologia Comemorativa dos 40 Anos da Chegada à Lua é, como afirma a editora Saída de Emergência, uma publicação única. Única no sentido de recuperar clássicos da Ficção Científica, alguns dos quais jamais traduzidos para português, que ousaram antecipar um feito que durante milénios se considerou impossível. Única por se tratar de uma obra concebida e organizada em português, e portanto, neste formato e apresentação, exclusiva da nossa cultura. Única por se tratar da primeira publicação profissional do autor e crítico João Seixas, aqui vestindo o papel de organizador numa iniciativa que, esperemos, se possa repetir em muitas outras ocasiões.O propósito deste livro é igualmente simples e arrojado: mostrar como a Ficção Científica antecipou a viagem à Lua, nas décadas que a antecederam - e como conseguiu fazê-lo mediante a lógica e a razão aplicada. Por muitas fábulas e fantasias que se tenham escrito sobre o assunto durante séculos, o propósito de João Seixas foi apresentar a FC no seu melhor, reunindo uma dezena de narrativas sobre a capacidade humana de, colectivamente, levar a cabo empreitadas superiores ao alcance dos braços individuais - tal como efectivamente veio a acontecer no verão de 1969. Encontrarão assim, neste volume, nomes conhecidos (Robert Heinlein, Isaac Asimov, Arthur C. Clarke, Poul Anderson) e outros que talvez reconheçam (Frank Robinson, Vic Phillips, Thomas Disch), autores que há muito tempo não viam novas obras publicadas no nosso país. Encontrarão ainda uma bibliografia, uma filmografia e um prefácio informativo sobre o tema.
Toda esta riqueza não poderia passar despercebida por nós, e foi assim que, na continuação da nossa nova iniciativa de oferecer livros aos leitores, vos desafiamos para um outro passatempo, em colaboração com a Saída de Emergência.
Até dia 18 de Julho, enviem-nos, por correio electrónico para a caixa de correio indicada no canto superior direito desta pagina, as vossas melhores respostas aos três seguintes desafios:
1 - na história «O Homem Que Vendeu a Lua», de Robert Heinlein, como se chamam os combustíveis desenvolvidos três anos antes da narrativa e que vieram resolver a crise energética da Terra (podem consultar o excerto da obra disponível online no link indicado no final desta notícia)
2 - «Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a Humanidade» foi a frase oficial de Neil Armstrong aquando da chegada à Lua; que frase teria dito se estivesse na pele deste astronauta, em 1969, sabendo que 600 milhões de pessoas estavam à escuta em directo?
3 - com que nome deverá ser baptizada a primeira colónia lunar portuguesa?
Apenas serão consideradas completas as participações que tenham respondido aos três desafios. Sejam inventivos, originais, quiçá irónicos. As duas melhores participações levarão para casa um exemplar do livro, a anunciar no dia 20. [excerto online]
Em breve voltaremos com mais passatempos. Até lá, conheçam os últimos participantes. [link]
Dando-se aqui a conhecer os resultados da 3ª semana, iremos de imediato apresentar o desafio da 4ª, que é o seguinte: inspirados pelo título da obra de Kate Wilhelm, Onde os Últimos Pássaros Cantaram, apresentem um conto, uma peça, um excerto, uma situação, que pudesse ser descrita (literal ou figurativamente) por essa frase. Nada mais se pede - além que, obviamente, deverá estar relacionado de alguma forma com o género fantástico. Relativamente a dimensões, o limite de 500 palavras também será opcional, e se ultrapassar será considerado.
Depois de algumas semanas com desafios muito restritos, cremos que assim, na meta final, poderemos dar liberdade aos autores para dizerem de sua justiça.
Submissões a enviar para o correio electrónico indicado no canto superior direito desta página, em língua portuguesa e inéditas, com indicação do nome do autor. Até ao final do dia de 5 de Julho. [link]
O desafio da 3ª semana consiste na descrição de uma cena de conflito entre dois grupos de clones distintos. Este conflito pode assumir uma qualquer natureza, desde a bélica assumida até à emocional, e portanto os grupos de clones podem ser exércitos, familiares, vizinhos... Os clones são telepatas e conseguem comunicar (não necessariamente de forma verbal) sem usar a fala, mas cada conjunto de clones apenas consegue falar com o seu. A intenção literária é de espelhar o conflito entre dois seres - dois indivíduos - multiplicado pelos vários em que se divide.
Contudo, sugerimos uma dificuldade acrescida (que desta vez é opcional): imaginem que descrevem esta cena como se decorresse num palco ou num ecrã. É uma cena sem falas, apenas com actos, gestos, olhares, expressões. Embora um diálogo vivo ocorra na mente de todos aqueles seres, nós, como espectadores, apenas observamos o resultado. Talvez não seja possivel compreender a razão do conflito. Talvez não seja possível determinar um vencedor. Mas haverá contendas, drama, vitórias, um fluxo dramático - será possível tirar-se dali uma história, como afinal se os clones fossem animais e nós assistissemos a um documentário sobre a Natureza.
Enviem as participações até ao final de sábado, 27 de Junho, hora de Portugal continental, para o email indicado no canto superior direito desta página. Limite de 500 palavras, desta vez. Apenas participações em lingua portuguesa, e inéditas. O vencedor receberá um exemplar do livro. [link]
Clube de Patifes parte de uma simples premissa: e se as actividades de espionagem de Ernest Hemingway (que nunca se contentou em ser meramente um escritor de relevo com uma técnica literária inovadora) em Cuba durante o período da 2ª Guerra tivessem efectivamente descoberto uma grande conspiração que envolvesse os EUA, ao invés de serem esforços amadores e quase ridículos que efectivamente foram? E se os factos fossem de natureza tão perniciosa que se tornassem no verdadeiro motivo do suicídio? Teríamos assim uma obra densamente pesquisada, povoada de factos e perspectivas sobre a vida, presença e história da sociedade norte-americana de então, com participação dos grandes colunáveis da época. Dan Simmons, que conhecemos apenas (infelizmente) como sendo o autor de A Canção de Kali, demonstra mais uma vez a sua maestria em pegar num género literário e produzir um livro de destaque. A descobrir por quem adora romances de espionagem fortemente centrados em factos históricos, como a ficção de Robert Litell. Edição da Saída de Emergência, com excelente tradução de João Seixas.
Um dos temas recorrentes em Onde Os Últimos Pássaros Cantaram, de Kate Wilhelm, editado em Portugal pela Gailivro, é o da clonagem. Os membros do clã familiar Sumner, cuja história forma a base do romance, criam gerações atrás de gerações de cópias de si mesmos como forma de lutar contra a perda de fertilidade humana. Os clones estão tão próximos uns dos outros que desenvolvem uma empatia quase telepática, estabelecendo uma sociedade aparte, valorizando o colectivo e não o indivíduo. Os clones entram em pânico quando se encontram sozinhos por demasiado tempo. Por fim, apercebemo-nos que os clones não partilham o interesse do resto da humanidade em voltarem a reproduzir-se sexualmente, preferindo continuar o processo de clonagem até ao fim dos tempos.O desafio para a segunda semana do passatempo Kate Wilhelm é, com o limite de 250 palavras, descrever uma situação, apresentar uma cena, estabelecer uma história que inclua este confronto entre o individuo e o social, tendo a clonagem por base. E porque sabemos que os nossos leitores gostam de desafios exigentes, acrescentamos a seguinte condição: o texto deverá ter uma veia humorística.
As participações deverão dar entrada até ao final do dia 17 de Junho, para o email indicado no canto superior direito desta página. Deverão ser efectuadas em língua portuguesa.
26 Abr 2011: Encontra-se disponível para leitura gratuita a antologia Lugares Distantes, organizada por Daniel Cavalcante e Jonathan Cordeiro Cavaca, contendo relatos fantásticos de autores portugueses e brasileiros, entre os quais Emanuel R. Marques, João Rogaciano e Bruno Resende Ramos. [link]
14 Nov 2010: Hoje, no Fórum Fantástico: workshops de escrita com David Soares e Luís Pereira, painéis sobre sugestões de leitura, banda desenhada e fantástico, e curtas portuguesas. A não perder [programação]
14 Nov 2010: Atribuidos os prémios franceses Utopiales 2010. Vencedores ex-aequo: Cygnis de Vincente Gessler e Tancrède de Ugo Bellagamba [link]
20 Jul 2010: Lançamento inaugural do jornal Conto Fantástico, dia 21, às 19h, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, Telheiras, Lisboa.
[MAIS]
Destaque
Por Universos Nunca Dantes Navegados - Antologia da Nova Literatura Fantástica em Língua Portuguesa. 14 histórias da pena de autores portugueses e brasileiros, numa antologia inédita, que exploram os universos da ficção científica e da fantasia. Venha conhecer a obra de Telmo Marçal, João Ventura, Octávio Aragão, Yves Robert, Maria Helena Bandeira, Gabriel Boz, entre outros. [MAIS DETALHE]
Recentes
O Futuro à Janela em E-book - Em 1991, a Editorial Caminho atribuia o prémio bienal de originais de Ficção Científica em língua portuguesa a uma colectânea de 11 contos e um poema, intitulada O Futuro à Janela. Em 1998, esse mesmo livro era re-editado numa colecção de jovens autores portugueses do Círculo de Leitores. Hoje, o livro continua a desbravar territórios numa versão gratuita em e-book, para leitura e divulgação. Era a obra de estreia de Luís Filipe Silva, que agora vai mantendo o site que se encontram a ler e escrevendo outras coisas. Versão em ficheiro PDF, 400kb. [link]
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