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Não, não se trata da nova série do 24. O Quinto Dia, do alemão Frank Schätzing, baptizado na edição portuguesa com o mesmo título que obteve na espanhola, embora o título original Der Schwarm signifique «enxame» (mais um indício das crescentes ligações editoriais ibéricas no nosso país?), é um tecno-thriller sobre a reacção do planeta contra a presença da espécie humana, o que inclui, entre outros, o surgimento de um organismo inteligente nos oceanos, que começa a controlar as espécies marítimas e logo a ameaçar-nos directamente. Trata-se de uma forte mensagem ecologista, própria dos tempos em que vivemos, acompanhada por uma forte crítica à actuação dos Estados Unidos nesta área, que valeu ao autor um conjunto de protestos dos críticos literários americanos ao verem o país representado no livro por personagens estereotipadas. A edição portuguesa da D. Quixote é um sugestivo volume massivo que reúne numa única edição o romance completo - não tendo cedido à tentação de dividir a obra em duas publicações mais esquálidas e baratas, veremos se isso ajuda ao sucesso editorial. Estranhamente, para uma obra que vai ser adaptada ao cinema e que teve tanto sucesso pela Europa, ainda não fomos presenciados com a intensa campanha de promoção obrigatória. A ler, não só por ser um livro divertido, mas também porque se trata de Ficção Científica europeia não-anglo-saxónica, aparição rara no nosso mercado.
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