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O Fado da Sombra é o sexto volume da saga com que Filipe Faria fez a sua estreia literária no início desta década e na qual tem desenvolvido os seus crescentes dons enquanto escritor. Foi esta saga também (denominada de «Filhos de Allaryia») a responsável por um breve e discreto, mas importante, revivalismo (na verdade, nascimento) da fantasia épica portuguesa, a qual se traduziu por um surgimento de um mercado e grupos de fãs portugueses que pela primeira vez na história se centraram em torno de um autor nacional - e de forma efectivamente não perene. Já não é a primeira vez que afirmamos (quer no site quer pessoalmente ao autor) que aguardamos pela próxima iniciativa literária de Filipe Faria e que esperamos que nos surpreenda a nível de tema e abordagem - queremos conhecer que autor sairá desta experiência alargada e perseverante de vários anos. Positivo também é o facto de Filipe Faria estar quase a completar a promessa que fez ao público e não ter abandonado a história a meio. Quando a terminar estaremos perante a maior (e primeira) saga de fantasia épica portuguesa. De que trata então esta sexta entrega? Segundo a Editorial Presença: «Os deuses estão mortos, e a sua queda deixa Allaryia à beira de uma espiral de desordem e destruição. As sementes dos planos d´O Flagelo germinam em segredo, e Aewyre Thoryn e os seus companheiros são os únicos que estão cientes da insidiosa ameaça, bem como os únicos em condições de a combater. Dá-se então início a uma desesperada corrida contra o tempo, enquanto servos renegados de Seltor conspiram para levarem a cabo a queda de Ul-Thoryn. Uma ameaça de tempos imemoriais acerca-se entretanto da Pérola do Sul, ameaçando cortar pela raiz a resistência contra O Flagelo. Este é ponto de viragem da Oitava Era, após o qual nada será como dantes em Allaryia, que neste sexto volume levanta a parada num inesquecível épico de acção e aventura.»
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