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Clube de Patifes parte de uma simples premissa: e se as actividades de espionagem de Ernest Hemingway (que nunca se contentou em ser meramente um escritor de relevo com uma técnica literária inovadora) em Cuba durante o período da 2ª Guerra tivessem efectivamente descoberto uma grande conspiração que envolvesse os EUA, ao invés de serem esforços amadores e quase ridículos que efectivamente foram? E se os factos fossem de natureza tão perniciosa que se tornassem no verdadeiro motivo do suicídio? Teríamos assim uma obra densamente pesquisada, povoada de factos e perspectivas sobre a vida, presença e história da sociedade norte-americana de então, com participação dos grandes colunáveis da época. Dan Simmons, que conhecemos apenas (infelizmente) como sendo o autor de A Canção de Kali, demonstra mais uma vez a sua maestria em pegar num género literário e produzir um livro de destaque. A descobrir por quem adora romances de espionagem fortemente centrados em factos históricos, como a ficção de Robert Litell. Edição da Saída de Emergência, com excelente tradução de João Seixas.
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