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O enredo de A Guerra É Para Os Velhos pode resumir-se assim: «No dia em que fazia setenta e cinco anos, John Perry realizou dois feitos. Visitou a campa da esposa pela última vez, e a seguir alistou-se no exército. Eis a boa nova: a humanidade viaja entre as estrelas. Eis a má nova: são poucos os planetas no universo capazes de abrigar a vida e já há quem os tenha na mira... Humanos e alienígenas defrontam-se numa guerra eterna pela posse destes territórios, procurando sobreviver e expandir-se a todo o custo. É uma guerra suja, sangrenta, sem tréguas. E enquanto for possível às forças de defesa coloniais, a terra continuará afastada do centro do conflito. Mas uma guerra não acontece sem soldados. E se a guerra é eterna, não é possível sacrificarmos constantemente os nossos jovens. Temos de sacrificar os nossos velhos. Prometer-lhes uma vida nova, lá longe, nas colónias. Um corpo rejuvenescido. Um recomeço. Só precisam de se alistar aos setenta e cinco anos de idade, abandonar para sempre a terra e tudo o que conheciam. E não tombar em batalha...» Da autoria de John Scalzi e edição da Gailivro, é um dos poucos livros de Ficção Científica publicados este ano em Portugal (a par de Com a Cabeça na Lua, Onde os Últimos Pássaros Cantaram, Darwinia e As Atribulações de Jacques Bonhomme), e consigue conter alguns dos atributos (bons e maus) da antiga FC dos anos 1950, na tradição de Robert Heinlein (embora Heinlein fosse no geral bastante mais político e acérbico nas opiniões manifestadas, além de um melhor contador de histórias na sua época inicial). Um texto leve e divertido, com bastante aventura e algum humor. Para efeitos informativos, foi traduzido pelo autor desta recomendação.
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