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O Caso Jane Eyre é um daqueles romances que entende que os mundos descritos nos livros são tão reais e complexos quanto o nosso, embora deles apenas consigamos antever as poucas cenas que o autor nos revela. Não é, portanto, de estranhar que, perante a possibilidade de uma ponte, personagens de lá saltem para cá e vice-versa, situações de ficção se tornem notícia de jornais e que no meio desta confusão haja necessidade de agentes da lei especiais para repor a ordem e separação literária. Quinta-feira Seguinte é uma dessas agentes, e o caso com que é apresentada ao mundo não podia deixar de envolver um dos autores clássicos britânicos - não, não se trata de Austen mas de Brontë. A obra vilipendiada é Jane Eyre, e Jasper Fforde diverte-se a lançar referência atrás de referência bibliográficas para os menos distraídos. Parabeniza-se a decisão da Guerra & Paz por finalmente ter apresentado esta saga aos leitores portugueses, dez anos após o sucesso em Inglaterra.
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