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Na verdade, uma mistura de história de fadas e conceitos de realidade virtual apresentados como mecanismos fantásticos (substitua-se o capacete electrónico por um prisma de cristal psicotrópico capaz de capturar as memórias de uma pessoa e imprimi-las numa outra). Adicione-se uma herdeira de uma cidade europeia do século XIX (a Europa do passado recente enquanto espaço fantástico para o imaginário norte-americano). Agite-se bem. Durante 800 páginas. Traduza-se para português. A editora escolhida é a Bertrand, que se encontra a apostar fortemente em livros de espessura densa (v. O Quinto Dia ou A Roda do Mundo).O autor é Gordon Dahlquist. E trata-se de Os Livros de Vidro dos Devoradores de Sonhos - um título difícil mesmo na versão original. Divertido e interessante. Mas mais importante: assiste-se a um crescente diminuir do tempo de espera entre a publicação lá fora e a tradução cá dentro. Como se fossemos um país de muitas leituras.
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